Entra para votação o projeto de criação dos Tribunais Especiais; o substitutivo é aprovado por 144 contra 39 votos; Valadares continua se esforçando para um caminho de pacificação; Artur Bernardes aceita o acordo, mas impõe reservas e condições; é certo que as decisões de Valadares se relacionam com a sucessão presidencial; Flores da Cunha também tem tido conferências sucessivas; está se confirmando o fato que duas correntes estão se formando, chefiadas respectivamente por Flores da Cunha e Valadares; Flores se aproxima da minoria parlamentar e de Antonio Carlos; Valadares procura atrair o PRM, embora sacrificando alguns proceres do PP.
Entrou em 3ª discussão o projeto de Tribunal Especial; Otávio Mangabeira é contra; completa seu argumento dizendo que não se justifica o estado de guerra num período em que se vai debater a sucessão presidencial; falou Adalberto Correa em favor do projeto; Valadares, em encontro com Artur Bernardes, propôs a dissolução dos partidos existentes e organização de um novo partido que apoiasse o governo; Bernardes não aceito a sugestão; Flores da Cunha teve novas entrevistas com Artur Bernardes e Antonio Carlos.
Continua em 3ª discussão o projeto de criação dos Tribunais Especiais; João Neves e Rego Barros se manifestam contra sustentando os pontos de vista da minoria; exclareceu-se o pavor com a política mineira; Valadare conseguiu apoio de deputados federais perremistas; realizou-se uma reunião convocada pelo governador Valadares; Antonio Carlos resignará o cargo de presidente da Camara; parec que os acontecimentos de Minas não agradam Flores da Cunha; a bancada liberal gaúcha foi convocada para uma reunião a fim de tratar da sua atitude em face dos acontecimentos políticos de Minas.
É aprovado o substitutivo do sr. Deodoro de Mendonça sobre criação dos Tribunais Especiais; o projeto é posto a votos e é aprovado por 140 contra 61 votos; Café Filho pediu verificação; é aprovada uma emenda do sr. Adalberto Correa segundo a qual o Tribunal Especial seria considerado militar; Antonio Carlos apresentou sua renuncia ao cargo de presidente da Camara; 87 deputados desfilam pela tribuna manifestando-se contra a renúncia; Antonio Carlos retira seu pedido de renúncia; deputados do PP e ativistas do PRM retiraram-se da Camara quando iniciou a manifestação; o classista Pedro Rache permaneceu no plenário, mas não tomou parte nas manifestações; a manifestação em favor da permanência de Antonio Carlos foi interpretada como uma afirmação da independência do legislativo; atribui-se a vitória do sr. Antonio Carlos, em parte, à campanha dos Diários Associados que têm atacado o sr.l Valadares e os deputados que o acompanham.
Subiu á sanção o projeto de criação dos Tribunais Especiais; em consequencia dos fatos ocorridos na política mineira, deram-se várias modificações no governo do Estado; o secretário Odilon de Andrada resignou; para líder da bancada mineira na Camara Federal foi escolhido o sr. Noraldino de Lima; anuncia-se que Valadares promoverá a organização de um novo partido situacionista; Getulio mostrou-se estranho aos fatos ocorridos na política mineira e mostrou-se satisfeito com a recusa da Camara em aceitar a renuncia de Antonio Carlos; Raul Fernandes justificou sua atitude no caso da renuncia de Antonio Carlos; uma comissão do Partido Liberal riograndense procurou Getúlio a quem expôs o pensamento da política oficial gaúcha, favorável á abertura imediata das negociações em torno da sucessão presidencial; Flores da Cunha declarou que não era candidato e não aceitaria sua indicação; a Folha da Manhã acusa Vicente Rao de ter se envolvido no caso mineiro e ter manobrado pra a deposição de Antonio Carlos; Agamenon Magalhães é acusado de ter convocado os classicistas e ter lhes dado a mesma diretiva.
Estréia na Camara o novo leader da bancada mineira que apoia o governador Valadares; Noraldino de Lima procurou defender Valadares tirando dele a responsabilidade da indebita intervenção na Camara, procurando substituir o presidente; Antonio Carlos ciriticou Valadares; a Assembleia Legislativa de S. Paulo aprovou um voto de congratulação ao sr. Antonio Carlos.
Flores da Cunha continua suas articulações e suas atividades; declara à imprensa que o Estado de Guerra deverá ser prorrogado até o Natal; novos pormenores sobre o ocorrido com Antonio Carlos; o situacionismo mineiro ainda não recuou no seu propósito de alijar o atual presidente da Camara, estando em preparo outro golpe; o Estado de S. Paulo insere uma nota em que defende o sr. Vicente Rao da acusação de ter interferido no caso de Minas; são fechados na Baía os núcleos integralistas e presos vários adeptos do sigma sob acusação de estarem planejando um golpe contra o governo do Estado; divergências no seio da Frente Única do Rio Grande do Sul; a Assembléia Rio Grandense aprova um voto de congratulações ao sr. Antonio Carlos; Oswaldo Aranha foi chamado com urgência; o embaixador do Brasil em Washington viajará de avião.
Fechamento da Ação Integralista na Bahia provoca acalorados debates na Camara Federal; Barreto Pinto ataca o ato do governador Juracy Magalhães; as galerias ocupadas por integralistas foram evacuadas; falam os senhores João Neves, Homero Pires e Diniz Junior; Amaral Peixoto elaborou um projeto mandando fechar a Ação Integrlista; são presos no Rio vários integralistas; consta que João Neves abandonará a minoria, passando a chefiar uma corrente de apoio a Getúlio Vargas.
Joaquim Ignacio foi escolhido para dar parecer na Comissão de Justiça do Senado sobre o projeto do Tribunal Especial; Mauricio Cardoso e João Neves organizaram um octólogo para a solução do problema presidencial; este plano mereceu a aprovação de Getúlio, mas está encontrando reservas da parte dos proceres consultados; o orgão oficial do integralismo baiano aplaude o governador por ter mandado fechar os núcleos integralistas no Estado; a "Federação" de Porto Alegre comenta a situação política e defende que a sucessão presidencial não pode ser protelada.