João Candido apresenta seu parecer ao projeto do Tribunal Especial; o projeto é aprovado sem debates; o projeto de Amaral Peixoto mandando fechar a Ação Integralista não foi apresentado por causa da sua inconstitucionalidade; o projeto é modificado; Amaral Peixoto encontra-se com Plinio Salgado e declarou à imprensa que o encontro foi casual; noticia-se que as Oposições vão se reunir a fim de se manifestarem sobre o octólogo elaborado pela Frente Unica do Rio Grande do Sul; Flores da Cunha declarou que o situacionismo gaúcho está de acordo com o plano; acrescentou que Getúlio Vargas opinara que nenhum governador estava nesse caso; terminou dizendo que o governador do Rio Grande do Sul não era e não pretendia ser candidato; correm boatos verbais que Armando Salles será candidato à sucessão.
O Senado aprova o projeto que cria os Tribunais Especiais; fizeram declaração de voto os senadores Góis Monteiro, Costa Rego e Cezario de Mello; reuniram-se as Oposições Cologadas para tomarem conhecimento do octólogo da Frente Unica riograndense; Artur Bernardes tomou a palavra fazendo restrições ao plano; Bernardes mostra-se de acordo com o ponto de vista do governador gaúcho; os representantes das Oposições Coligadas manifestaram-se de acordo com as restrições do sr. Bernardes; João Neves pediu para estender-se a respeito com a Frente Unica, trazendo depois sua opinião; fica definido que após a definição do ponto de vista da Frente Única sobre as restrições apresentadas pelo sr. Bernardes, as Oposições Coligadas se reunirão novamente.
É sancionado o projeto que cria o T.E.; João Neves resignou o lugar de leader; noticia-se que o general Flores da Cunha denunciará o modus vivendi riograndense por causa do desacordo em que se acha ele com a Frente Unica na questão da sucessão presidencial; Vaz de Barros propõe que se telegrafe ao Rio sugerindo a reforma constitucional que prorrogue o mandato de Getúlio por mais 4 anos.
Artigo criticando as movimentações políticas dentro da Camara acerca do embate entre os favoráveis ao cumprimento da Constituição para a escolha de um nome nome para a sucessão de Getúlio, e os que estão "atrapalhando". No comentário manuscrito de Caio Prado na página ao lado, ele completa o artigo e diz que esta Pequena Nota esclarece muito bem a situação.
João Neves resignou o posto de líder da minoria; a Frente Unica reuniu-se em Porto Alegre, o octologo foi aprovada unanimemente e votou-se uma moção de solidariedade e apoio aos srs. Mauricio Cardoso e João Neves; Clemente Mariani defende o ato do governador Juracy Magalhães mandando fechar os núcleos integralistas do Estado; Belmiro Valverde, que fora preso no Rio por conspiração integralista, já foi solto; Barreto Pinto se mostra favorável ao prolongamento do governo de Getúlio por mais dois anos e há dias declarou que aderira ao integralismo.
Chega à Camara a mensagem do governo pedindo a prorrogação do estado de guerra por 90 dias; a minoria parlamentar aceitou o octologo da Frente Unica, mas as notícias são contraditórias; o sucessor de João Neves parece ser Borges de Medeiros; Villasboas leu no Senado um oficio enviado pelo Sindicato dos Estivadores a favor da prorrogação do mandato de Getúlio; um dos proceres da Frente Única riograndense declara que a uma sucessão agitada prefere a prorrogação.
As Oposições Coligadas aceitaram o octologo da Frente Unica; Paim Filho fez declarações sobre a prorrogação do mandato de Getúlio Vargas; Barreto Pinto está colhendo assinaturas para a prorrogação da atual sessão legislativa até 31 de Dezembro; reuniu-se a Comissão da Justiça da Camara pra ouvir o parecer do relator, Adolfo Celso, sobre o pedido de prorrogação do estado de guerra; tendo sido aprovado o octologo da Frente Unica, esta conservará a liderança das Oposições Coligadas.
Rego Barros lê seu parecer contrário à prorrogação do estado de guerra e favorável ao estado de sítio; seu voto é rejeitado assim como sua emenda ao projeto de prorrogação que ressalva as imunidades parlamentares; o projeto de prorrogação vai ao plenário; Flores da Cunha declara em entrevista à imprensa que não cogitou a prorrogação do mandato de Getúlio e mostrou-se satisfeito com o acordo político.