Catálogo Eletrônico IEB/USP

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60981
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD001-09
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações, à caneta preta, com rasuras à caneta azul, referentes à Parte Um da obra publicada "Os Ares do Mundo". As anotações, não tituladas, são referentes ao Capítulo Nove, "O novo contexto", da obra publicada.
Localidade: s.l.
Data: [de 24/8/1989 a 28/8/1989]
Autor: Celso Monteiro Furtado
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60982
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002
Espécie/Formato/Tipo: CADERNO
Descrição: Caderno espiral grande, tamanho aproximado ao formato A4, pautado, de capa brochura com desenho psicodélico. Na contracapa constam trechos de autores conhecidos, como Paul Valéry e T.S. Elliot. Os trechos estão na língua original, francês e inglês, respectivamente. Também estão presentes anotações como "Desenvolvimento e criatividade" e "Desenvolvimento, [criatividade], dependência - nosso mundo unificado". O caderno apresenta conteúdo textual manuscrito à tinta, com páginas não numeradas e é organizado em capítulos: P. 1, manuscrito em tinta azul: "I. A Ordem Econômica Mundial". P. 17: "II. A estruturação da economia capitalista" rasurado e, abaixo: "A civilização industrial: emergência e formas de propagação". P. 33: "III. A ideologia do desenvolvimento" P. 49: "IV. A ideologia do desenvolvimento" (novamente) P. 59: "V. O desenvolvimento como criatividade cultural" -rasurado- e, acima, "Acumulação e criatividade" P. 67: "VI. Uma nova ordem econômica mundial" obs: "VII." não apontado P. 93: "VIII. Caleidoscópio de uma civilização em crise" obs: IX (p. 99), X (p. 103), XI (p. 106), XII (p. 109), XIII (p. 115), XIV (p. 117), XV (p. 123) sem título. Na página 163 encontra-se um esboço de sumário. Ao longo do texto são encontradas datas ao lado de cada capítulo. A primeira é apontada como 19/07/1977 NY e a última encontrada, na página 162, se apresenta como "Paris, julho de 1978".
Localidade: s.l.
Data: [de 19/7/1977 a 1978?]
Autor: Celso Monteiro Furtado
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60983
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-001
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotação, à caneta azul, onde se lê: "Disquisições / Reflexões sobre o futuro do Terceiro Mundo".
Localidade: s.l.
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60984
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-002
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO / EPÍGRAFE
Descrição: Citação, à caneta azul, de trecho de Paul Valéry.
Localidade: s.l.
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60985
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-003
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO / EPÍGRAFE
Descrição: Citação, à caneta azul, de trecho de T.S. Eliot
Localidade: s.l.
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60986
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-004
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotação, à caneta preta, onde se lê: "Desenvolvimento e Criatividade / Disquisições sobre a crise da civ. industrial / [ascenção] disquisições sobre a civ. industrial".
Localidade: s.l.
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60987
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-005
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotação, à caneta preta, onde se lê: "Desenvolvimento, Criticidade, Dependência num mundo unificado".
Localidade: s.l.
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60988
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-006
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Título: I. A ordem econômica mundial
Descrição: Anotação, em caneta azul, com trechos tachados e reescritos a caneta preta. Apresenta também, em caneta preta, notas de rodapé e anotações nas margens. Tendo por premissa uma reflexão sobre a expansão da economia mundial após 1950, traça um panorama sobre a estrutura macroeconômica, contrapondo as acepções da microeconomia e da macroeconomia sobre a mesma. Discorre sobre o poder implícito nas decisões econômicas, salientando as motivações e influências no sistema exercidas pela ação das grandes empresas, em um panorama microeconômico, bem como a relevância das decisões que, visando compatibilizar e disciplinar os agentes e fatores de produção, partem de uma unidade de orientação (referida como política econômica nacional), papel que cabe ao Estado. Define como racionalidade macroeconômica a percepção ex-post (“após o fato”) da necessidade de coerência na atuação entre os diferentes centros decisórios. Reflete sobre a evolução do capitalismo industrial como forma de organização social e, comparando-o ao período anterior de mercados atomizados, ressalta o impacto estrutural da acumulação de capital e da organização dos trabalhadores, a concentração de poder da grande empresa (privada ou não), as alterações no papel do Estado com suas respectivas implicações sociais e políticas, e conclui que este capitalismo se caracteriza pela complexidade da estrutura de poder. Discorre sobre o início e a amplificação da transnacionalização das empresas, bem como sobre a formação de uma estrutura matriz-filial, colocando o processo como um modo de ampliar o poder das firmas e esquivar-se de pressões internas aos países de origem das mesmas. Descreve como a internacionalização pode beneficiar ou não a localidade de origem do capital empregado e, pela concentração internacional de renda, reduzir a atuação dos Estados nacionais. Tendo por base a diferença na remuneração do trabalho em diferentes sociedades, expõe como uma transnacional extrai capacidade competitiva atuando em mais de uma. Postula que no sistema internacional, ainda emergente, as transnacionais constituirão o eixo da acumulação, e os Estados nacionais assumirão funções similares às desempenhadas pelas organizações sociais, compondo o eixo de valorização do trabalho ao qual cabe a difusão dos ganhos do aumento de produtividade criados nas firmas.
Localidade: s.l.
Data: 19/7/1977
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60989
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-007
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Título: II. A civilização industrial: emergência e formas de propagação
Descrição: Anotação, em caneta azul, com trechos tachados e reescritos a caneta preta. Para analisar os problemas das economias do terceiro mundo, retoma a expansão comercial de dimensões planetárias que se deu a partir do século XV, colocando a ampliação de mercados e o acesso à reservas de metais preciosos e mão de obra, (obtidos por ação dominadora amparada na tecnologia), como motor da ampliação de excedentes que alicerçaria a civilização industrial, sem que, necessariamente, houvesse um significativo desenvolvimento das técnicas de produção. Discorre sobre os impactos que a absorção destes excedentes comerciais teve nas sociedades europeias, colocando que não foi a “revolução burguesa” por si só que engendrou o capitalismo industrial, sendo em regiões nas quais cooperavam reis, grupos tradicionais de poder e grandes comerciantes que as atividades produtivas foram incorporadas ao mercado (os recursos produtivos transformados em mercadorias), propiciando a revolução industrial. Destaca que neste processo aumenta o domínio dos que controlam os mercados e a organização racionalizada da produção, devido à necessidade de se identificar um valor de troca para os recursos empregados e à eliminação de estruturas intermediárias de poder, existentes nos predecessores feudos e manufaturas, então substituídas por critérios de eficiência e pela divisão do trabalho. Pontua que a estas modificações seguem-se transformações sociais, as quais descreve, destacando que a partir delas a acumulação passa a ser um objetivo em si, bem como um fator determinante da evolução social, na medida em que o crescimento do excedente passa a se dar dentro do processo produtivo, independente da abertura de novas linhas comerciais. Também ressalta a inserção da racionalidade no novo contexto, a qual corresponderia à eliminação dos obstáculos ao processo acumulativo, e coloca a revolução industrial como manifestação definitiva desta nova ordem social. Postula que na sociedade capitalista industrial a inovação é um vetor multiforme para o acúmulo, apresentando-se tanto na sofisticação das técnicas produtivas (utilização de recursos) quanto nas modificações de relações sociais e de comportamento (diversificação dos padrões de consumo e demanda). Retoma as revoluções burguesas pelas consequências de seu estilo de civilização, as relações de dominação entre países, e a resistência a ela, a ampliação do poder do indivíduo na cena política. Citando os exemplos do Japão e da revolução bolchevista, a qual esmiúça, salienta a diferença entre quando esta estrutura civilizatória emerge ou é assimilada por difusão, o que resulta em arranjos sociais distintos. Acrescenta, como segunda forma de difusão, o sistema de divisão internacional do trabalho, que coloca como uma terceira forma de acesso ao ordenamento industrial e matriz da dependência estrutural, detalhando o processo e como este reconfigura a lógica produtiva. Expõe a industrialização nos países dependentes como decorrente de limitações às importações, dadas pela balança de pagamentos, e aponta o papel que as grandes empresas exercerão nas relações internacionais neste novo arranjo. Conclui acrescentando que nestes locais as estruturas sociais internas evoluíram não a partir das forças produtivas preexistentes, mas como reflexo das estruturas externas, que apresentavam alta densidade de capital, e com as quais terão maiores afinidades tecnológicas, sem que, no entanto, a base produtiva e as formas de emprego evoluíssem na mesma rapidez, sendo este o traço característico da industrialização dependente.
Localidade: s.l.
Data: 1/8/1977
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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60990
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD002-008
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Título: III. A ideologia do desenvolvimento / Difusão da civilização industrial e a ideia de “desenvolvimento”
Descrição: Anotação, à caneta azul (majoritariamente) e à caneta preta, com trechos tachados e reescritos à caneta preta. Apresenta também, em caneta preta, notas de rodapé e anotações nas margens. Retoma as formas de difusão da civilização industrial apresentadas anteriormente, propondo que o primeira se caracterizou pelo papel decisivo do Estado (proeminência de elemento político, caso do Japão e Rússia) e a segunda (divisão internacional do trabalho) pela dependência externa. Coloca que nos casos em que este modelo civilizatório foi implantado não houve uma prévia transformação das estruturas sociais, tendo esta ocorrido de formas diversas, conforme a área e período em que a inserção da civilização industrial ocorreu, mas mantendo traços em comum, os quais explicita. Apresenta, como consequência do processo de acumulação, o desenvolvimento de técnicas sociais visando condicionar, segmentar e identificar os “consumidores”, de forma que o acesso destes a produtos mais sofisticados tenderá a confundir-se com a ideia de ascensão social. Por um lado, parte significativa da população adquire as inovações que são difundidas, o que funciona como um sistema econômico de estímulo (o mais eficaz), por outro, no entanto, a introdução contínua de inovações faz com que a ascensão obtida seja fictícia, de modo que a civilização industrial é necessariamente inigualitária. Cita a China como exemplo de ruptura dessa lógica, e as respectivas consequências. A partir da ideia de desenvolvimento como conjunto de transformações nas estruturas sociais e no comportamento, cuja dinâmica se apoia na inovação técnica, expõe a ambiguidade desta definição. Se a primitiva ideologia liberal colocava o progresso como resultante da liberdade de ação dos indivíduos maximizando seu bem-estar, o que serviu de justificativa para a reordenação do sistema de poder e estímulo à acumulação, seguidos da institucionalização dos conflitos que buscavam reduzir desigualdades e se originaram neste contexto, a diversificação do consumo, que se traduziu por elevação do nível de vida, ampliou mercados mas manteve as estruturas essencialmente as mesmas. Indica os movimentos políticos contemporâneos como críticos a esse modelo, e tendo por preocupação não o nível, mas a qualidade de vida. Aponta as ambiguidades nos casos onde a civilização industrial se estabeleceu por difusão, pontuando que no Japão as estruturas sociais evoluíram sem ruptura do quadro tradicional, tendo a industrialização, orientada por grupos aristocráticos, finalidade militar que visava assegurar a independência do país, propósito que uniu e motivou a população mesmo diante do consumo interno controlado. O dinamismo da acumulação japonesa se tornou reflexo do posicionamento das empresas nacionais no contexto externo, do qual o país dependia, com um sistema de incentivos que se dirigia a grupos funcionais ao invés do indivíduo. Nesse caso, desenvolvimento correspondeu a assimilar valores materiais da civilização industrial objetivando preservar uma identidade cultural. No caso soviético, para além da necessidade de se constituir o aparato militar internamente, o Estado buscou intensificar o ritmo de acumulação alterando a estrutura do sistema produtivo, cujo foco passaram a ser os bens de produção em detrimento aos de consumo, o que restringiu a dinâmica de incentivos. Aponta como fonte do dinamismo acumulativo a planificação centralizada, técnica social que utiliza critérios de racionalidade das grandes empresas aplicados à economia nacional, mas sendo esta implantada pelo mesmo estamento que definia as transformações sociais objetivadas (correspondentes à ideia de desenvolvimento), na medida em que aumentavam as pressões por incentivos materiais os aspectos quantitativos se sobrepunham aos fins igualitários. Retornando ao acesso indireto à civilização industrial como raiz da dependência, com foco na América Latina, coloca que este não implica em desenvolvimento das forças produtivas, mas sim na acumulação improdutiva em bens finais, sejam estes de consumo durável ou de estrutura urbana, de excedentes extraídos das exportações de produtos primários, das quais as demais atividades econômicas, em graus diversos, são também desdobramento. Elenca particularidades desse processo. Discorre sobre a industrialização resultante da redução de exportações e as consequências da implantação de filiais de transnacionais para suprir o mercado interno, ressaltando a maior necessidade de acumulação, dentro e fora das forças produtivas, como elemento concentrador de renda que contribui para a formação de uma classe média e para modernizar e reforçar as estruturas tradicionais de poder. Pondera sobre o conceito de desenvolvimento, comparando a evolução da civilização industrial nas regiões que a lideraram e nos lugares em que ela foi difundida no quadro de dependência. Elenca as diferenças entre transformações sociais e estruturação de poder, direcionamento da acumulação, satisfação das necessidades básicas e distribuição de bens, processos de homogeneização social e diferenças de níveis de vida. Conclui questionando se a civilização industrial seria um instrumento adequado à promoção do desenvolvimento no terceiro mundo, e coloca que as ambiguidades na utilização deste conceito só seriam ocultáveis por “um espesso véu ideológico”.
Localidade: s.l.
Data: 9/8/1977
Autor: [Celso Monteiro Furtado]
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