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61021
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-039
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta azul e à caneta preta (majoritariamente), com trechos tachados e reescritos nas mesmas cores. Apresenta também, em caneta preta, anotação na margen. No canto superior esquerdo da primeira página apresenta um número 2 e um número romano VIII. No final do documento aparece a indicação “segue pg. A”, precedida de uma seta apontando para a direita.
Discorre sobre as ideias de Descartes e aponta reflexões que estas suscitam no âmbito social. Coloca que a emergência de uma sociedade cuja acumulação era de base mercantil cria um dualismo cultural, que perpassa a reinterpretação dos clássicos gregos e a Revolução Científica, e subordina os sistemas de produção a critérios de racionalidade. A convergência entre os dois processos engendraria a civilização industrial.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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3/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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Ver mais detalhes
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61022
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-040
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. O trecho começa com “A partir de então o conhecimento científico (...)” e se encerra com “(...) que permita tratar a história com os métodos da civ. ind.”
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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3/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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Ver mais detalhes
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61023
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-041
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, anotações nas margens. No canto superior esquerdo da primeira página apresenta um número 3 e um número romano IX. Cada página apresenta uma linha diagonal que a cruza.
Define excedente, coloca que o modo de apropriação deste indica a estrutura social de uma sociedade e contrapõe exemplos de apropriação autoritária e da oriunda de transações mercantis. Citando França e Inglaterra, propõe que na Europa, até o começo do século XIX, os dois sistemas coexistiram, sendo que o controle político, pautado na propriedade de terras, já não definia a forma preponderante de apropriação do excedente, essencialmente mercantil, e que irá se impor. Comenta as alterações na organização social dos dois países e no sistema de cultura.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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10/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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61024
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-042
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, notas de rodapé e anotações nas margens. No canto superior esquerdo da primeira página apresenta uma letra A, um número 4 e um número romano X.
Partindo de uma análise sobre o pensamento de Nietzsche, e contrapondo-o ao de outros pensadores, reflete sobre aspectos de nossa civilização atual, como a subordinação dos fins aos meios, a ciência como paradigma de conhecimento e a concepção de liberdade.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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17/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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61025
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-043
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, nota de rodapé. No início do documento apresenta um número 5 e um número romano XI.
Discorre sobre a ideia de liberdade. Inicialmente, a partir de concepções de Kant, Hegel e Nietzsche, aborda a transição do conceito (transcendência X racional) no contexto de disseminação do pensamento científico e, em seguida, o relaciona com criatividade. Postula como estas alterações se inserem na conjuntura da economia de mercado, e coloca que que tanto a criação artística, expressão nobre de liberdade, quanto a científica acabam por incorporar-se no processo de acumulação.
Analisa como isto se reflete na arte do século XX e na atividade criadora na área das ciências e da técnica, e utiliza o blackout de 1965 em Nova York como exemplo de problema gerado por uma aplicação computacional e que o ser humano não pode resolver na velocidade requerida.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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17/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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61026
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-044
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. No início do documento apresenta um número 6 e um número romano XII.
No contexto da difusão das inovações tecnológicas diferencia as verticais e as horizontais, e aborda a tecnologia nuclear distinguindo-a das demais, na medida em que, sem passar pelo crivo da viabilidade econômica, mobilizou grande quantidade de recursos da sociedade visando aumentar o poder de destruição humano no mais curto prazo. Elucubra as consequências desta escolha, como o diferimento da tecnologia do Tório em prol da do Urânio e os efeitos econômicos e ambientais da exploração deste.
Conclui pontuando que, ainda que essa técnica não esteja totalmente controlada, com sua proliferação adicionando incógnitas a um problema não equacionado, sua difusão no estágio disponível já é uma das principais fontes de poder econômico.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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18/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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61027
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-045
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, notas de rodapé e anotações nas margens. No início do documento apresenta um número 7.
Elabora como se configura o “estranhamento do homem moderno”, a partir de breve análise da obra de diferentes artistas e de questionamentos acerca da civilização, e como ele se reflete nos indivíduos em busca por segurança.
Postula que a instabilidade econômica global acentua essa vulnerabilidade, ocasionando a abdicação da liberdade política individual em nome de um Estado, cujo poder se pretende irrestrito, e aponta como a contradição do fim do século XX que as atividades econômicas sejam coordenadas no nível nacional sendo seu dinamismo fundado nas transnacionais internacionais. Propõe que diante da incerteza quanto ao futuro emerge a atividade religiosa, e discorre sobre as distintas formas que esta assume, correlacionando-as com a liberdade.
Reflete sobre a ciência como saída para o impasse, colocando como ilusão positivista a ideia de que ela possa abarcar todas as formas de conhecimento, e salienta que ainda que ela se desenvolva em um sentido qualitativo, a partir de novos instrumentos de formalização, estes ainda poderão ser direcionados a resolução de problemas parciais, que reforcem o sistema de acumulação da civilização industrial.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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[18/9/1977]
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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61028
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-046
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. No início do documento apresenta um número 8 e um número romano XIII.
Aborda as “fissuras” na civilização industrial e, assinalando a alta prevalência de distúrbios mentais e a necessidade diversa de assistência aos indivíduos, coloca estes elementos como reflexo de alterações nas estruturas sociais trazidas da destruição de formas cooperativas e de autosserviço.
Discorre sobre o papel das artes no desenvolvimento da mente humana e como expressão do inconsciente coletivo e, a partir dos exemplos de John Cage e Lygia Clark, pondera como essas fissuras se expressam nesta área contemporaneamente, ressaltando a arte que não se concretiza em objeto como forma de liberdade pura.
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Localidade:
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s.l.
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Data:
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18/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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Ver mais detalhes
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61029
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-047
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, notas de rodapé e anotações nas margens. No início do documento apresenta um número 9 e um número romano XIV.
Aborda as “fissuras” na civilização industrial no plano político. Expondo o paradoxo de que esta, embora se pretenda racional destrua seu meio físico, trata da irrupção da ecologia, e propõe que a percepção do problema pode levar à mobilização dos indivíduos na atividade política direta, o que auxilia a neutralizar a concentração de poder que engendra a burocratização. Cita o mandarinato chinês e Mehmed II como experiências de solução para limitar o usufruto do poder por quem o efetiva.
Coloca que o trabalho, eixo dos relacionamentos do indivíduo nas sociedades pré-industriais, se converte em um conjunto de relações estereotipadas, com a atividade política se dando a partir de uma “consciência de classe” e tendendo a se limitar ao indivíduo enquanto instrumento de produção, o que dificulta uma autêntica consciência crítica. Explica como a luta por elevação salarial se insere no processo de acumulação e utiliza o exemplo da Inglaterra, contrapondo o início do século XIX e os anos 40 do século XX, para demonstrar a argumentação.
Indica como possível fator de alteração no processo político a percepção das mulheres sobre sua posição subalterna na sociedade industrial, e discorre sobre as mudanças e impactos desta nova organização social na instituição familiar, na divisão social do trabalho, no mercado de trabalho feminino e sua conjuntura. Salienta que esta problemática não se apóia na consciência de classe e diz respeito a múltiplos estratos sociais, e explica que sua solução perpassa não só a economia, mas também aspectos políticos e sociais.
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Localidade:
|
s.l.
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Data:
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23/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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Ver mais detalhes
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61030
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Acervo:
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Celso Furtado
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Código de Ref.:
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CF-CAD002-048
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Espécie/Formato/Tipo:
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ANOTAÇÃO
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Descrição:
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Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, anotações nas margens. No início do documento apresenta um número 11 e um número romano XV.
Discorre sobre a percepção do conhecimento como expressão do divino, anterior a sua assimilação como fonte de riqueza e poder, inicialmente partindo da concepção de Descartes, na qual a unidade do conhecimento estava fundada em uma metafísica.
Pondera sobre o surgimento e a importância do método experimental, colocando a combinação entre a construção teórica e a observação-experimentação como estímulo à inventividade humana e, contrastando as proposições de Euclides, Kant e Descartes, postula que as matemáticas são instrumentos criados pela mente humana.
Analisa o conhecimento científico e, abordando seu caráter operacional, propõe que sua produção é influenciada pela busca desta característica, sendo desqualificados os resultados que não tendam a ela. Pontua ainda que são aqueles que praticam as ciências, dentro de cada ramo do conhecimento, que definem o que é ou não científico, e que a pressão por resultados operacionais podem conduzir ao alargamento arbitrário desta definição.
A partir de preceitos kantianos reflete sobre o conhecimento, científico ou não, e sua relação com a epistemologia, e o coloca como manifestação da criatividade dos homens e uma das formas como estes assumem sua liberdade. Estende sua análise aos julgamentos de valor, os quais propõe só ter significação dentro de um contexto social.
Reflete sobre a delimitação que a cultura estabelece à criatividade científica, pontuando a maior liberdade das ciências que se configuram como “instrumentos”, como as matemáticas, e explica o processo pela qual a civilização industrial favorece a transformação do conhecimento em ciência.
Conclui propondo o desenvolvimento como a modificação do todo a partir da ação criadora dos indivíduos, e como a cristalização social da criatividade enquanto liberdade.
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Localidade:
|
s.l.
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Data:
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24/9/1977
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Autor:
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[Celso Monteiro Furtado]
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Ver mais detalhes
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