|
61061
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-079
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta, também em caneta preta, anotações nas margens superior e inferior.
Apresenta a civilização industrial como resultante da convergência entre revolução burguesa, penetração da racionalidade instrumental na organização produtiva, e revolução científica, predominância da visão galileana da natureza, a qual se configura a partir de uma releitura da ciência que muda a ótica aristotélica para platônica, alterando o estatuto das matemáticas. Adiciona que com a subordinação do principal aspecto da organização social (produção) à medida e ao cálculo, a interpretação qualitativa foi relegada ao plano da consciência ingênua ou da intuição artística.
Pontua, citando Gehlen, a existência de uma ligação imanente entre técnica e atividade racional e, citando Weber, que só na economia capitalista a racionalidade instrumental ganha proeminência.
Coloca que a mercantilização dos instrumentos produtivos trouxe à vida dos indivíduos a regulação por normas de objetivos não evidentes a eles, com a busca de eficiência dirigindo a atividade econômica, e que este contexto de racionalidade no centro da prática social, alterando as bases de dominação, permitiu que o neoplatonismo galileano se convertesse em “revolução científica”. Propõe que, menos decorrência do capitalismo, é a subordinação da vida social à acumulação, e a intensidade desta, que determina a velocidade de difusão da racionalização, tanto nas sociedades capitalistas como nas que a civilização industrial entrou por outras vias.
Pondera que a ideologia está na escolha dos campos de pesquisa e na orientação que se dá a tecnologia, sendo a ciência e a técnica em si ampliação da capacidade humana. Conclui postulando que a ciência galileana é criação do espírito humano, cuja veracidade não é independente dos resultados que produz.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61062
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-080
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor.
Especula até que ponto a via de ambições individuais, manipulando e ativando forças sociais, é compatível com a objetividade de um mundo unificado pelas engrenagens da acumulação, e reflete sobre como orientar-se no novo contexto.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61063
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-081
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor.
Destacando as adaptações feitas para a construção de um modelo, pontua que a ciência é uma leitura seletiva da realidade. Elenca dois problemas do ponto de vista epistemológico, o nível de seletividade, o qual aborda a partir de Cassirer, destacando a importância da percepção da impressão para as ciências sociais, e o nível da própria elaboração do conhecimento, exposto pela contraposição entre as ciências físicas, com seu uso de funções contínuas, e as ciências sociais, com seu enfoque estrutural levando a um empirismo estruturalista.
Ressalta as limitações de cada enfoque e coloca que a integração entre eles, pretendida por Aristóteles sob o princípio de finalidade, na metodologia das ciências sociais é concebível a partir da noção de criatividade, a qual define. Propõe a teoria das catástrofes, de René Thom, como mais original esforço de introduzir causalidade no enfoque estrutural, e discorre sobre esse processo.
Assinala que o caráter instrumental da ciência tende a prevalecer na sociedade industrial, sendo o que é científico ou não definido pelo que adiciona à capacidade de prever e agir, com esta eficácia determinando os investimentos em ciência e apontando para o poder militar e a acumulação. Conclui ponderando que metodologia científica reduz a realidade obscurecendo aspectos qualitativos, em um processo que se auto-alimenta.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61064
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-082
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta. O trecho começa com “E porque não voltar-se mais uma vez (...)” e se encerra com “(...) a que se refere Kant.”
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61065
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-083
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Retoma os temas atividade artística, ecologia e alterações na instituição familiar, abordados anteriormente como rachaduras na civilização industrial, colocando-os como formas de rejeição das estruturas de enquadramento social, de afirmação do indivíduo e de reivindicação de liberdade, através de uma mudança de rumo e retorno às próprias origens. Conclui com uma citação de Dante.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61066
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-084
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor.
Aborda a incorporação, no processo de acumulação, do objeto artístico e do artista, explicando como a eficácia da mensagem deste é condicionada aos mecanismos de mercado. Coloca que a reação dos criadores contra a sacralização do objeto artístico assumiu inicialmente a forma de destruição das fronteiras da arte, citando diferentes conceitos e artistas como exemplo. Com a decorrente ampliação dos limites do negócio artístico, surge nova reação, na qual o artista nega o objeto e encarna em si mesmo sua autêntica criação, rompendo com uma peça na engrenagem da civilização industrial.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61067
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-085
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. O trecho começa com “Em uma civilização em que tudo (...)” e se encerra com “(...) como fim em si mesmo encarna com sua vida a criatividade?”
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61068
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-086
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta. O trecho corresponde a: “a ideia de fundir o viver com o criar?”
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61069
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-087
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. O trecho começa com “Certo: enquanto os países centrais de mantiverem (...)” e se encerra com “(...) a percepção dessa realidade continuará tropeçando com”
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|
|
61070
|
|
Acervo:
|
Celso Furtado
|
|
Código de Ref.:
|
CF-CAD002-088
|
|
Espécie/Formato/Tipo:
|
ANOTAÇÃO
|
|
Descrição:
|
Anotação, à caneta preta, com trechos tachados e reescritos na mesma cor. Apresenta também, em caneta preta, anotação na margem superior.
Coloca os países centrais como principais responsáveis pelo desperdício de recursos não renováveis, pontuando que estes continuam a explorá-los dentro de critérios tradicionais, sem uma política que conduza à sua preservação. Propõe a necessidade da elevação de seu preço relativo, visando a reorientação da pesquisa tecnológica, em função de sua conservação, e seu melhor uso.
|
|
Localidade:
|
s.l.
|
|
Autor:
|
[Celso Monteiro Furtado]
|
|
Ver mais detalhes
|
|