Catálogo Eletrônico IEB/USP

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61381
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-024
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO / CARTA
Descrição: Rascunho de correspondência cujo destinatário não pôde ser identificado, à caneta preta, no qual o autor agradece um convite para uma conferência ("conference of the T. W. F.") entre 23 e 26 de fevereiro de 1984. Lamenta-se por não escrever um documento formal de seu posicionamento na conferência mas confirma sua participação no evento.
Localidade: s.l.
Autor: Celso Monteiro Furtado
Remetente: Celso Monteiro Furtado
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61382
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-025
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO / CARTA
Descrição: Rascunho de carta escrito à caneta preta. O nome do destinatário não é escrito no documento. No período em que foi escrito, o autor estava em Paris e regressaria ao Brasil em duas semanas, diz ao destinatário que ao deparar-se com algo de seu interesse, não hesitaria em ajudá-lo. No entanto, aquilo que procurava o destinatário também não é dito.
Localidade: Paris, Chef-Lieu, région Île-de-France, FRA
Autor: Celso Monteiro Furtado
Remetente: Celso Monteiro Furtado
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61383
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-026
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações, em três parágrafos, escritas à caneta preta, em língua francesa. No primeiro parágrafo, denuncia-se o então atual modelo de desenvolvimento. No segundo, são destacados dois problemas principais da região (não se sabe se o autor está se referindo a uma região específica do Brasil ou ao país inteiro): a produção de alimentos para a massa da população e a criação de empregos. Por fim, destaca o baixo progresso que os projetos de irrigação do governo tiveram, além da falta de interesse da classe terratenente em promover a irrigação, já que estaria mais interessada na criação extensiva de gado.
Localidade: s.l.
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61384
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-027
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Introduz o texto dizendo que a opinião pública dos países desenvolvidos da Europa e os Estados Unidos não entendem a gravidade da relação entre os países do Terceiro Mundo, endividados e o FMI, que são ameaçados de represálias caso não se siga a agenda deste, qual seja, a geração de excedentes de exportação para pagar-se a dívida externa. Em seguida, argumenta-se que naquele contexto de recessão econômica, para manter-se um nível de exportações maior que as importações, o caminho mais fácil é reduzir a atividade econômica. Desse modo, estagna-se o desenvolvimento das atividades produtivas no Brasil, ao passo que a população em idade ativa para o trabalho aumenta. Ao contrário da opinião pública internacional, segundo a qual os planos de investimento do Brasil foram além de suas possibilidades, o autor diz que esse não é o único motivo da dívida externa do país pois mais da metade da dívida internacional foi criada por mudanças internacionais. O aumento das taxas de juros foi tão custoso ao Brasil quanto a demasia do seu investimento em siderurgia. Defende-se que a situação enfrentada pelo Brasil é similar àquela enfrentada pela Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial. Em ambos os casos, os problemas suscitados pela dívida externa não foram resolvidos com cooperação pois os países credores não abriram seus mercados para os endividados. Nesse sentido, para a Alemanha, a solução foi a moratória. E o mesmo deveria ser seguido pelo Brasil que, por outro lado, também serviria de exemplo para países na mesma situação; caso contrário, o risco de uma quebra financeira internacional seria iminente. Por fim, diz que toda essa discussão se limita a salvar os bancos da falência, já que a não negociação da dívida mantém o estado de insolvência entre credores e devedores, e só os bancos centrais, emissores de dólares, podem reverter tal quadro. Por fim, em nome do não decrescimento do nível de vida da população, defende a subordinação do pagamento da dívida ao crescimento das exportações e ao comportamento dos termos de troca, para que a recessão econômica seja resolvida e o nível de vida da população não seja posto em risco por meio da baixa dos salários ou do desemprego.
Localidade: s.l.
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61385
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-028
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações à caneta azul com espaçamento de uma linha de caderno entre cada linha escrita, talvez para que se caibam as correções, feitas entre as linhas escritas, à caneta preta. Lê-se no canto superior esquerdo "Paris 12-14 de Ds, 83"; no topo da página "25-30". O documento se trata do manuscrito do texto "Crise e Transformação na Economia Mundial". Aqui, o autor comenta a respeito das relações entre países desenvolvidos e de periferia e sobre a transnacionalização das finanças e dos sistemas produtivos.
Localidade: Paris, Chef-Lieu, région Île-de-France, FRA
Data: [de 12/12/1983 a 14/12/1983]
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61386
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-029
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações, à caneta preta e azul, sobre a cultura brasileira. Essas anotações guardam relação com o texto publicado de título "Reflexões sobre a cultura brasileira". Defende que esta é emoldurada pela mundialização da cultura europeia. O processo histórico do qual resulta a mundialização é, portanto, o ponto de partida para a compreensão daquela primeira. Essa expansão tem dois fenômenos culturais específicos: uma nova leitura da cultura clássica e o avanço da fronteira geográfica por meio da navegação intercontinental, esta, obra portuguesa. O avanço da fronteira por Portugal, comenta, fez parte de um projeto. É por este projeto que Portugal promove uma "antecipação da modernidade", pela união do poder público, de legitimidade sem raízes mercantis, com o espírito de empresa burguês. Outro dado importante, elencado pelo autor, para a formação cultural do Brasil é o fato dos portugueses não apenas serem o povo dominante, mas os únicos que mantiveram contato com suas matrizes culturais. Adiciona-se a isso a sua consciência de minoridade numérica, o que explica a força de supressão de quaisquer outras formas culturais conflitantes à portuguesa. Há reflexões que não figuram no texto publicado. O autor menciona uma estratificação social considerável entre os portugueses, no Brasil. Uma grande maioria de portugueses viveriam em condições mais próximas das da massa da população. Além disso, faz um exercício comparativo da formação da cultura brasileira com a experiência latino-americana. Nestas, há a formação de uma classe mercantil, os criollos, com interesses específicos; no Brasil, pela ausência dessa classe, manter-se-ia um regime de dominação social latifundiário-burocrático, que mantém traços culturais coloniais por mais tempo. Por fim, ao falar da síntese cultural no século XX, mantém o mesmo tom percebido no documento 20, destacando o papel da indústria da cultura como instrumento da modernização dependente, e da incipiente autonomia criativa de uma classe média crescente. Mas chama atenção para um processo de descaracterização da cultura popular, o qual poria em risco os espaços populares de criatividade.
Localidade: s.l.
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61387
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-030
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações à caneta azul em seis parágrafos. Inicialmente, introduz-se o tema, qual seja a defesa da associação e declaração de moratória entre países internacionalmente devedores, como o Brasil e demais economias latino-americanas. A partir do terceiro parágrafo, o autor defende a capacitação dos economistas desses países dependentes, e alega que a crise econômica destes está relacionada às forças políticas que os internacionalizam; argumenta-se que o monetarismo, o qual é visto como ideologia que preconiza o mercado internacional em detrimento de interesses de um povo, é a ideologia dessas forças políticas. Por outro lado, em economias fracas como a dos países da América Latina, acontece que o monetarismo conduz à desindustrialização, à concentração de renda e ao controle transnacional da economia. No quarto item do texto, o autor defende a confrontação do Fundo Monetário Internacional pelos países devedores, dado que a cooperação, embora preferida, já não é uma medida viável; a confrontação se faria pela moratória da dívida externa. Nos dois últimos parágrafos, lê-se que existem fórmulas para conciliar os principais interesses dos credores e devedores, e destaca o papel do governo argentino como principal representante dessa confrontação por parte dos países latino-americanos devedores.
Localidade: s.l.
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61388
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-031
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO / CARTA
Descrição: Rascunho de correspondência à Jean Knapp, diretor-geral adjunto da UNESCO. Nela, aceita convite de participação de uma consulta preliminar feita por Knapp.
Localidade: s.l.
Remetente: Celso Monteiro Furtado
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61389
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-032
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações, à caneta preta, onde o autor estabelece condições necessárias para que se assegure o serviço da dívida externa brasileira.
Localidade: Rio de Janeiro, RJ, BRA
Autor: Celso Monteiro Furtado
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61390
Acervo: Celso Furtado
Código de Ref.: CF-CAD012-033
Espécie/Formato/Tipo: ANOTAÇÃO
Descrição: Anotações à caneta azul, com correções à caneta preta. Lê-se, no canto superior esquerdo da primeira página "V. S. 10.6.84". Segundo o autor, a inflação é o maior problema resultante dos anos de autoritarismo. Ela não é um mero desequilíbrio de variáveis econômicas, mas sintoma de grande insatisfação popular. Menciona uma receita, adotada em países industrializados que sofreram com uma inflação moderada na segunda metade dos anos 70, de forçamento de uma recessão, levando a uma baixa de salários. Furtado procura demonstrar que, ao contrário do pensado pelos proponentes dessa receita, a contração da demanda causa a queda da produção, não a queda dos preços. É por isso que, a partir dessa política, institui-se uma onda de desemprego. É o desemprego que força a baixa dos salários reais e é com esta que procura absorver-se a inflação. O autor propõe uma solução com menos custos, se há um consenso social. Além disso, a indexação das economias capitalistas muda a natureza das elevações e quedas de preços nesse sistema, isto é, torna-se mais difícil a queda dos preços e a maior preocupação é a contenção das elevações bruscas dos setores estratégicos como a alimentação e as exportações. Desse modo, mediante a indexação da economia brasileira, aponta que uma política de redução da inflação reduzida à demanda é inútil. O corte de gastos deve ser substituído por uma reforma fiscal, pois a diminuição das atividades produtivas pouco diminui a pressão inflacionária. Nesse sentido, defende que a inflação deve ser vista como problema social e não só econômico, que só se resolve com a cooperação da população e a desindexação.
Localidade: s.l.
Data: 10/6/1984
Autor: Celso Monteiro Furtado
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